terça-feira, 11 de junho de 2013

Existe um país chamado RH


Nele "mora" um povo especial:

 

Legisladores, educadores, técnicos, gente que cuida do pessoal. Gente que recruta, seleciona e contrata, também paga, desconta e aposenta.


Povo que cuida da saúde e do alimento, providencia o transporte, cuida de quem bebe, de quem fuma, de quem tem problemas e pendências.


Povo que treina, desenvolve e recicla, que briga pelo salário e pelo benefício, conversa com o sindicato e com a direção. Fiel da balança entre o Capital e o Trabalho, cuida de um, pensando no outro.


Gente que apesar de tanta função, prática e burocrática,

sonha e procura conectar a alma das pessoas, "reinventar" a motivação, resgatar o brilho no olhar.

 

Gente que acredita no ser humano e garimpa talentos. Seu grande desafio é fazer o concreto e sonhar com o abstrato. 

 

Receber na chegada e desligar na saída, satisfazer o empregado e o patrão, "um olho na missa e o outro no padre", tempo para educar e tempo para punir.


Plural e Singular.
A sina do RH é atuar na contradição,"ser empregado esquecendo que o é, ser patrão lembrando que não o é".


Chamam este País e seu povo de Recursos Humanos, alguns dizem que
chamar o homem de "recurso" não pega bem, inventaram Departamento de Gente, Setor de Pessoas, Gestão de Pessoas, nomenclaturas onde o que conta são as posturas.


Polêmicas e contradições à parte, sabemos que para ser RH é preciso vocação, trabalhar como missão, exercer o oficio com sensibilidade e razão. Ter nervos de aço, ser a régua e o compasso.


 

Victoriano Garrido Filho
Diretor de Educação Corporativa da ABRH-BA

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